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Por Dra. Mariana Brito*A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um bilhão de pessoas no mundo

Atualizado: Mar 20


Por Dra. Mariana Brito*

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um bilhão de pessoas no mundo sofrem de hipertensão arterial sistêmica, mais conhecida popularmente como “pressão alta”. É uma doença crônica e silenciosa, que muitas vezes é desconhecida ao paciente, sendo hoje um dentre os mais importantes fatores de risco para eventos cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

Dados do Ministério da Saúde apontam que 35% da população brasileira têm pressão alta, mas metade não sabe que possui a doença e é daqueles sabidamente hipertensos, infelizmente apenas 45% possuem seus níveis pressóricos compensados.


De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia em 2017, só no Brasil, foram mais de 383 mil mortes por problemas cardíacos. Seguramente, se formos investigar o histórico médico de cada um destes casos, muitos tinham hipertensão arterial e sem dúvidas foi um fator responsável pelo desenvolvimento de condições graves, como o derrame cerebral e o ataque cardíaco.


Crônica e degenerativa, a hipertensão é caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea na circulação. O sangue bombeado pelo coração exerce uma força contra as paredes internas dos vasos, os quais possuem uma fisiológica resistência a este fluxo de sangue, determinando a pressão arterial. A combinação de diversos fatores como o “endurecimento” das paredes do vasos secundários ao aumento da idade, desbalanço hormonal e do sistema de retenção de água e sal no organismo, por exemplo, promovem uma desorganização no sistema cardiovascular de maneira progressiva, gerando um processo que é retroalimentado continuamente, gerando a hipertensão arterial sistêmica.


Existem dois grandes tipos de Hipertensão arterial sistêmica: a primária e a secundária. A maior incidência é do tipo primária, desenvolvida em pessoas com histórico familiar e predisposição genética a esta doença, que foram expostas ao longo da vida a outros fatores, como o consumo excessivo de sal, tabagismo, obesidade, estresse, colesterol alto, sedentarismo e o diabetes, por exemplo.


Já a hipertensão secundária, responsável por 3 a 5% dos diagnósticos, acontece em decorrência de alguma outra enfermidade, como hipertireoidismo, hipotireoidismo, apneia do sono, tumor na glândula suprarrenal e obstrução na artéria renal. Então, a Hipertensão Arterial Secundária é literalmente secundária a alguma outra coisa. Portanto, o diagnóstico precoce e correto da alteração índex é de suma importância, porque dependendo desta alteração de base, a hipertensão pode até ser curada definitivamente, após a resolução do problema que desencadeou essa hipertensão.


O diagnóstico de hipertensão arterial se dá pela aferição da pressão arterial – existem protocolos adequados ambulatoriais e exames complementares para este diagnóstico atualmente. Todo esse cuidado é  necessário, porque, além de ser uma doença crônica importante, a hipertensão arterial é também fator de risco para outras enfermidades graves, como insuficiência renal, falência dos rins, demência, alterações na visão e eventos cardiovasculares.


É importante buscar orientação médica, fazer uso correto e regular das medicações quando indicadas e mudar o estilo de vida (alimentação adequada e saudável, atividade física aeróbica regular) para manter a pressão controlada e consequentemente reduzir as chances de desenvolver complicações cardiovasculares, que hoje são uma das principais causas de morte no mundo.


Portanto, o acompanhamento médico anual e regular é importante principalmente para a prevenção de problemas de saúde, mas também para a detecção precoce destes problemas e de suas complicações, que podem ser prevenidas e/ou curadas, inclusive se o diagnóstico for precoce e corretamente feito pelo médico.

* Dra. Mariana Brito é cardiologista da Center Cardio e especialista em ecocardiografia, formada pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

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