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Prevenção, controle e tratamento adequado podem baixar a prevalência do Diabetes no Brasil e mundo


Dr. Luís Antônio Lima (CRM 23270), endocrinologista da Center Cardio


A diabetes, segundo as Organizações das Nações Unidas, é uma epidemia que atinge 425 milhões de pessoas em todo o mundo. Dado que demonstra a importância da campanha, neste mês de novembro, da conscientização a respeito da doença

. No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabete, estima-se que 14,5 milhões de pessoas tenham a doença, mas 50% não conhece o diagnóstico. A prevenção e o controle da doença são fundamentais para mudar estas estatísticas e evitar que aumente o número de pessoas enfermos, sobretudo com a diabetes tipo 2, a mais silenciosa e letal.


O diabetes é uma doença multifatorial, tem um componente genético (autoimune) e um componente ambiental (estilo de vida). É uma doença que pode ser prevenida com bons hábitos, como uma alimentação saudável, balanceada, sem excessos, e a prática regular de atividades físicas. Nem sempre é fácil saber que é diabético por isso é importante está com a revisão médica anual em dia. Os sintomas dependem do tipo e do momento da doença.

A diabetes tipo 1, a que acomete preferencialmente o indivíduo na infância e na adolescência, tem um início mais abrupto.


A criança pode começar a sentir sintomas como fraqueza, emagrecimento, alterações urinárias do tipo excesso de vezes que vai urinar, e alteração do apetite. Como este quadro em geral é dramático, as famílias geralmente levam a criança ou adolescente a um hospital ou médico e é feito o diagnóstico.


No caso do diabete tipo 2, é uma doença que se desenvolve de forma lenta e silenciosa, ou seja, é assintomática nos primeiros anos de sua existência. A maioria da pessoa que tem a diabetes tipo 2, caso não a identifique em exames de rotina, só apresenta sintomas na fase mais avançada da doença, ou seja, em realidade já percebem as complicações da doença como problemas oftalmológicos, infarto, derrame, o pé diabético (ferida que nunca cicatriza), alterações de sensibilidade nas extremidades, formigamento na ponta dos dedos.


A causa dos dois tipos de diabetes também é distinta. O diabetes tipo 1 se caracteriza pela falta de insulina, ou seja, o pâncreas da pessoa para de produzir insulina e o tratamento passa pela reposição de insulina. O diabetes tipo 2, por sua vez, está relacionado com a resistência à insulina e à obesidade. A doença costuma surgir numa fase mais avançada da vida, em adultos ou idosos obesos. Existem ainda outros subtipos de diabetes referentes ao tipo 1 e ao tipo 2 que não costumam entrar no diagnóstico inicial.


O endocrinologista ajudará o paciente a encontrar o melhor tratamento para cada caso. Não existe um tipo que seja mais agressivo. Embora o diabetes tipo 1 impressione mais, por seu início com sintomas muito característicos que levam o paciente a um hospital, as estatísticas médicas atuais mostram que há muita gente morrendo em decorrência da diabetes 2.  Em resumo: os dois tipos são agressivos, os dois têm um grande potencial de complicações, e o que vai diferenciar é a prevalência na população. E o diabetes tipo 2 é muito mais prevalente que o tipo 1 porque está associado à obesidade.


O tratamento do diabetes tipo 1 passa pela reposição de insulina e regulação dos níveis de açúcar no sangue. O tratamento do diabetes tipo 2 por sua vez, que atinge indivíduos obesos, com resistência insulínica, abrange a mudança do estilo de vida, deixando de lado o sedentarismo e adotando uma dieta baixa em açúcares, além de uma terapia medicamentosa. Este tripé é muito importante para o controle da doença.


O paciente deve controlar o peso, pois emagrecer é fundamental para o controle e até reversão do quadro. A fórmula já se conhece, é reduzir a quantidade da ingestão de carboidratos refinados, tipos pães, massa, bolos, biscoitos e praticar atividade física, seja exercício aeróbico, seja musculação, os dois são importantes, além do uso de medicamentos para o controle da pressão arterial e do nível de glicose no sangue.


A prevenção da doença é a melhor forma de evitar danos causados pela diabetes como retinopatia, neuropatia e doença Renal, além de complicações vasculares. O acompanhamento médico, o diagnóstico precoce, uma vida equilibrada e saudável, aliados ao tratamento adequado são o melhor caminho para reverter as tristes estatísticas sobre diabetes no Brasil e no mundo.

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