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Terceira idade: enfermidades comuns na velhice podem ser adiadas com prevenção e qualidade de vida

Atualmente quando se fala em terceira idade, estamos falando de pessoas com idade mais avançada mas que vivem com mais saúde e qualidade de vida do que há algumas décadas.

Por Rafael Conceição Caetano (CRM 26308), geriatra da Center Cardio


Atualmente quando se fala em terceira idade, estamos falando de pessoas com idade mais avançada mas que vivem com mais saúde e qualidade de vida do que há algumas décadas. Exemplo disso são pessoas que se aposentam da vida profissional mas tocam projetos pessoais que estavam estacionados aguardando ter tempo para sua realização. Isso também é fundamental para uma vida de qualidade e ativa.


É comum história de pessoas que após a aposentadoria se sentiam improdutivas e acabaram por sofrer doenças como depressão e apresentar uma debilidade na saúde a partir de então.


Diante do aumento da expectativa de vida e esta perspectiva de mais tempo para aproveitá-lo cabe às pessoas estarem atentas para manter-se com saúde e disposição. Como está exposto nas doenças elencadas neste teste, o combate ao sedentarismo e uma alimentação equilibrada são o primeiro passo para um envelhecimento saudável. Há algumas doenças mais comuns com o avançar da idade.


Manter as revisões médicas em dia e conhecer os fatores, sintomas e como podemos prevenir, certamente ajudam a uma velhice com mais autonomia e menos necessidade de medicamentos e visitas ao médico.


Até chegar lá é fundamental manter-se saudável em todas as fases da vida pois o envelhecimento saudável está atrelado ao cuidado que a pessoa teve com sua própria saúde ao longo da vida. O geriatra é o médico especializado em pacientes para a chamada terceira idade, mas é também o médico que pode orientar pessoas mais jovens a se prepararem para um envelhecimento saudável.


Esta abordagem preventiva pode evitar ou retardar o aparecimentos de muitas enfermidades comuns na terceira idade. A partir dos 65 anos é recomendável ter um geriatra que acompanha a saúde da pessoa, pois é o médico que tem uma visão diferenciada, pensando o indivíduo idoso como um todo e considerando o envelhecimento de cada paciente. Pessoas com história familiar de doenças crônicas deve buscar um geriatra aos 50 anos.


Entre as doenças mais comuns em pacientes com mais de 65 anos estão as cardiovasculares como infarto, angina, insuficiência cardíaca. tais doenças são resultantes de uma vida sedentária, com pouca atividade física, do tabagismo, diabetes, alta taxa de gordura no sangue, e da obesidade. Sintomas como falta de ar, dor no peito, inchaço e palpitações são um alerta.


A melhor prevenção é a incorporação de hábitos saudáveis como iniciar uma atividade física, não fumar e controlar o peso, o nível de colesterol e açúcar no sangue. Outra doença comum nessa faixa etária é a hipertensão, também propensa a pacientes obesos, sedentários e submetidos a grande carga de estresse.


Geralmente silenciosa, a pressão alta pode provocar dor de cabeça e tontura. Mais uma vez a atividade física é uma forma de prevenção, bem como a alimentação sem sal e o controle de ingestão de bebida alcoólica.


Também são comuns na terceira idade o aparecimento de cânceres, associados a fatores como hereditariedade, tabagismo, excesso de exposição ao sol, dieta desbalanceada e ingestão de alimentos processados em demasiado, obesidade e alcoolismo. Os sintomas dependem muito do tipo de câncer, mas um sinal de alerta é o emagrecimento inexplicável. Fazer exames preventivos e ir ao médico anualmente e evitar hábitos como o fumo e a exposição ao sol são formas de prevenir.


Os idosos devem estar atentos também a possível pneumonia, a qual pode ser detectada por sintomas como febre, dor ao respirar, escarros e tosse. Geralmente a doença se deve a gripe, enfisema e bronquite anteriores, mas também pode ocorrer em caso de alcoolismo e imobilização na cama. Vacinar contra a gripe e a pneumonia é fundamental para evitar bem como atividade física regular e alimentação de qualidade.


A diabetes, que acomete pacientes idosos seja por fatores como obesidade e sedentarismo, seja por hereditariedade, também é uma doença relacionada aos hábitos pouco saudáveis, ou seja, uma vida com atividade fìsica e alimentação equilibrada pode controlar ou reverter a doença. Exames médicos de rotina permitem acompanhar o nível de glicose no sangue e sintomas como muita sede e aumento do volume da urina, indicam que deve-se consultar um médico.


Como as demais doenças comuns nesta faixa etária, recomenda-se como prevenção o controle do peso, a diminuição do consumo de açúcar, o acompanhamento com exames de rotina e a atividade física. Uma doença muito temida e ainda de origem desconhecida é o alzheimer, enfermidade cerebral degenerativa caracterizada pelo esquecimento, confusão com datas, diminuição da atenção e da concentração, perda de memória e redução da autonomia e dificuldades nas tarefas domésticas mais simples. O estímulo do cérebro, com leituras, jogos e palavras cruzadas e o acompanhamento médico são a melhor forma de evitar a doença ou postergá-la.


A osteoporose é uma doença também que acomete a população idosa, sobretudo as mulheres, e está relacionada tanto ao histórico familiar da doença como ao tabagismo, baixa atividade física, pouca exposição ao sol e ao alcoolismo. Os pacientes enfermos sentem dor ou sensibilidade óssea, observam a diminuição de estatura com o passar do tempo e apresentam dores na região lombar, no pescoço e a postura encurvada ou cifótica.

A prevenção inclui tomar sol na medida certa, seguir uma dieta balanceada, com as quantidades adequadas de cálcio e vitamina D, evitar o consumo de álcool em excesso, não fumar e praticar exercícios regularmente. Na rotina de revisão médica deve ser incluída, a partir dos 50 anos, a realização do exame de densitometria óssea.


A visão e audição também sofrem o desgaste natural com o avançar da idade por isso, entre as doenças mais comum entre os idosos estão a catarata e a perda de audição. No caso da catarata, se deve a tendência hereditária, a diabetes e ao consumo excessivo de álcool, à superexposição à luz solar, e a exposição à radiação ionizante (raios X e radioterapia para câncer). Quadros de hipertensão, obesidade, lesão ocular prévia ou inflamação, corticosteróides e tabagismo também provocam catarata.


Além da visita regular ao oftalmologista deve-se buscar um especialista quando sente sintomas como visão nublada, confusa ou nebulosa, visão com brilho de lâmpadas ou do sol, dificuldade de dirigir à noite devido ao brilho dos faróis, visão dupla, prejuízo de atividades diárias por causa de problemas de visão.


Para evitar a catarata deve incorporar hábitos como não fumar, reduzir o consumo de álcool, usar óculos de sol, gerenciar outros problemas de saúde, como glaucoma e diabetes e manter o peso ideal. Já no caso da perda da audição, o paciente deve conhecer a hereditariedade, e se está no grupo de risco devido à exposição a ruídos altos, escutar música muito alta, ou ter sofrido doenças que provocam febre alta, como meningite. Além disso, algumas medicações como diuréticos e grandes doses de aspirina e outros analgésicos podem afetar o tímpano.


Os sintomas de quem perde a audição é a dificuldade de entender o que os outros falam, necessidade de aumentar o volume do rádio e da televisão com frequência, dificuldade para ouvir ao telefone ou celular, dificuldade em entender as palavras quando há um grupo de pessoas falando. A melhor forma de evitar problemas auditivos é, sempre que possível, não ficar em ambientes com muito barulho ou ouvir música alta demais. No caso de trabalhos que envolvam muitos ruídos, usar as proteções necessárias e disponíveis.

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