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Jovens devem estar atentos a sintomas que podem indicar problemas cardíacos


Por  Suellen Bezerra (CRM 32353), cardiologista na Center Cardio.


Muitas vezes o corpo dá um sinal de que algo não anda bem, mas em geral, quando somos jovens, não damos muita importância por acreditar que doenças estão longe de nossa realidade. Mas não é bem assim. Há doenças cardíacas, por exemplo, que podem ser percebidas por alguns sintomas. Na maioria das vezes, defeitos congênitos, quando não detectadas na fase neonatal, apresentam sintomas tardios ou são descobertos de forma acidental decorrer da vida.


A dificuldade em fazer exercícios físicos é um alerta para jovens em geral. Uma pessoa com 20 anos que não consegue acompanhar os amigos em atividades diárias, na prática de esportes, deve ficar atenta. Nem sempre essa dificuldade se dá a falta de condicionamento físico. Há algumas alterações cardiológicas que podem ser refletidas na limitação física, como o cansaço. Tais limitações podem ser leve, moderada ou acentuada.


O cansaço mais leve é aquele em que o indivíduo sente apenas nos grandes esforços, por exemplo, subir alguns lances de escada ou uma ladeira íngreme. O moderado é percebido em atividades do cotidiano como caminhar 4 quarteirões no plano, e o acentuado se caracteriza quando a pessoa tem dificuldade em ações simples, como tomar banho. O cansaço provocado por movimentos leves, moderados ou acentuados, é percebido pela falta de ar, uma vez que o coração e o pulmão estão interligados.


É fundamental buscar um cardiologista para identificar se essas limitações são temporárias ou permanentes. A limitação física pode indicar problemas nas válvulas ou no músculo do coração.


Outro sintoma a ser considerado é quando o jovem sente tonturas ou desmaios. Situações assim precisam ser analisadas do ponto de vista cardiológico, para verificar se existe algum problema relacionado aos batimentos cardíacos, se estão aumentados ou diminuídos. A redução dos batimentos implica na diminuição do fluxo cerebral, o que abaixa o nível de oxigenação do cérebro e leva à sensação de desfalecimento.


A aceleração nos batimentos também podem levar a esses sintomas e até dor no peito. A fibrilação é um tipo de arritmia que aumenta os batimentos e altera o ritmo cardíaco, ou seja, faz o coração bater de forma descompassada.


Ela acontece quando as câmaras superiores do coração não se contraem em um ritmo sincronizado. Isso pode aumentar a frequência cardíaca e gerar sintomas como palpitações cansaço, dor no peito e tontura. Mas também pode ser assintomático e o paciente nunca descobrir que possui essa doença. Em casos mais prolongados, a fibrilação atrial pode ter como consequência um AVC (Acidente Vascular Cerebral).


Para evitar riscos desnecessários, é recomendado que pessoas jovens mantenham a rotina de visita anual ao seu médico que poderá indicar a necessidade de exames e de buscar um cardiologista.


Além da visita de rotina ao médico, o jovem que pretende iniciar uma atividade física ou novo esporte, deve fazer uma avaliação cardiológica com exames específicos e o levantamento em relação aos antecedentes familiares, principalmente os pais, no sentido de descartar um problema cardíaco hereditário congênito.

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